Houve uma época em que toda semana traziam queijo para mim. No caso, um cliente que tinha uma chácara fazia essa generosidade. Em tempo de manga eu ganhava muitas mangas, mas também recebia outras variedades de frutas. Falando assim, parece até que eu trabalhava em uma área rural, mas não era. Os meus colegas que trabalhavam com crédito rural, esses sim, ganhavam presentes inusitados: ovos fresquinhos, verduras ou até mesmo uma galinha... viva! Ou um porco... vivo! Como eles faziam para levar o animal, eu não sei. Só sei que como boa vegetariana eu não teria outra opção a não ser ficar amiga deles e encontrar um novo local para eles viverem.
Do oito ao oitenta: também trabalhei uma época com grandes aplicadores e ganhei presentes fora do padrão: perfume francês, cestas de natal sofisticadas ou panetones da Koppenhagem. As clientes mais talentosas no tricô ou crochê já me trouxeram cachecol, toalhinhas fofas ou outros mimos.
Já recusei presentes também. Na verdade o correto é não aceitar esses presentes, mas é difícil recusar de uma pessoa com quem você tem um relacionamento amistoso e quer te agradar no natal, por exemplo. Recusei presentes quando, por exemplo, clientes que eu tinha negado crédito começaram a aparecer com presentes sofisticados com a clara intenção de me agradar ou fazer amizade. Nesses momentos, delicadamente, dizia que era contra o código de ética aceitá-los.
domingo, 23 de outubro de 2011
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