domingo, 23 de outubro de 2011

O público de sempre

Em geral, sempre assumi o papel de atendente oficial da terceira idade. Era o público mais frequente na agência e cada um tinha uma peculiridade. Já houve um que levava recortes de jornais com as matérias que ele considerava importante. Ele deixava em um dia e aparecia no outro para perguntar se eu tinha lido e buscar o recorte de volta para entregar para outra pessoa. Outros iam só para tomar cafezinho e bater um papo. Outros gostavam que eu imprimisse o extrato. Uns iam sozinhos, outros levavam netos. Uns cumprimentavam todo mundo e tinham um astral excelente. Outros ficavam mais nos caixas, mas da mesma forma estavam sempre por lá. Alguns entendiam tanto de banco que a gente brincava que ia trocar de lugar "quer assumir a gerência e chamar o próximo cliente?". Por sorte, trabalhei em locais em que os clientes, em geral, era pessoas amistosas - o que fazia daquele ambiente quase uma cidade de interior, com uma rotina, convivência e até um bolinho e pão de queijo, de vez em quando, que um ou outro trazia.

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