domingo, 28 de novembro de 2010

Você conhece um ganhador da Mega Sena?

Eu ainda não conheci um ganhador da Mega Sena, mas já tive contato com pessoas que ganharam prêmios milionários na loteria. Um é um pai de um amigo do meu irmão. Ele ganhou o prêmio, comprou algumas casas em bairros nobres de Brasília e abriu uma empresa que deu certo. Hoje, 20 anos depois do prêmio, eles continuam vivendo super bem, com um bom patrimônio. Agora, outro dia atendi a uma cliente e, conversa vai, conversa vem, ela me contou que já ganhou mais de uma vez na loteria. Quando encontrá-la, vou pedir autorização para contar a história dela com mais detalhes, que é muito interessante. Em resumo, ela nasceu em uma família rica, mas estava em um período difícil, morando em um apartamento pequeno, com pouco dinheiro e uma filha recém nascida, além do marido. Na época ela ganhou um prêmio milionário e comprou fazenda, terrenos e muitas outras posses. Curioso que um mês depois, ela foi sorteada novamente e ganhou um prêmio menor, que era suficiente para comprar, por exemplo, um carro de luxo na época. É interessante ter contato com pessoas assim, que ganharam na loto e souberam administrar o dinheiro. Inclusive porque o mais comum é receber notícias de quem não soube aproveitar a quantia. Bom, conhecendo ou não um ganhador da Mega Sena, o importante é saber aproveitar as oportunidades que a vida nos oferece e aprender mais sobre a prosperidade e inteligência financeira. Eu vejo que os pensamentos e modelo mental de cada um é o que determina sua situação financeira. Tem gente que ganha milhões e torra tudo. Tem gente que, mesmo perdendo tudo, consegue reconstruir sua situação e ganhar milhões.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Será que eu tenho uma poupança?

O meu primeiro caso marcante de dinheiro encontrado aconteceu em 2002. Estava atendendo a uma senhora e ela me perguntou:
- Você pode ver se eu tenho uma poupança ativa? Eu me lembro de ter aberto mais de uma poupança nesse banco, mas não me lembro se encerrei as contas ou se ainda tenho dinheiro.
Bom, eu olhei o cadastro dela e encontrei duas poupanças. Uma com cerca de dois mil reais e outra com TRINTA E QUATRO MIL. Em 2002, esse valor representava bem mais que hoje. Então eu disse:
- A senhora tem uma de dois mil reais e outra de trinta e quatro...
- Trinta e quatro reais?
- Não, trinta e quatro mil reais!

Ela olhou para mim com uma expressão de alegria e disse "que ótimo, isso será muito útil agora". O que eu achei interessante foi que ela não fez alarde, não ficou eufórica ou surpresa demais, entende? Foi uma experiência feliz e natural para ela, pelo que captei.

Histórias de dinheiro encontrado

Esse blog estava bem esquecido, mas hoje resolvi dar um pouco mais de vida a ele. Na verdade, o criei com uma proposta e depois mudei de idéia. Vi que o conteúdo que publicaria poderia denegrir a imagem de muitas pessoas, por mais que fossem apenas personagens de história por aqui. Resolvi então reavivá-lo contanto casos mais felizes que vivi. Nesse caso, os meus atendimentos favoritos são os de dinheiro que a pessoa ganha, sem estar esperando. Por isso, a partir de agora, vou me concentrar nas histórias de dinheiro encontrado que passaram pelos meus atendimentos ao público.

domingo, 11 de abril de 2010

Atendimento número 1

Esse atendimento aconteceu quando eu já tinha uns quatro anos de banco, mas foi a primeira vez em que QUASE ri na frente da cliente, de tão surpresa que fiquei.

Aconteceu o seguinte: passando pelo balcão de atendimento, vi o estagiário recém chegado passando apuros com uma mulher de uns 40 anos gritando, falando horrores do banco e pedindo explicações para inúmeras siglas, de inúmeros extratos que ela tinha acabado de tirar no auto-atendimento. Resolvi ajudá-lo. Primeiro porque conhecia bem o que ela estava perguntando e segundo porque nunca me assustei com um cliente à beira de um ataque de nervos. Eu comecei a explicar "oh... essa cobrança de IOF é repassada para o governo, não é taxa do banco". "Ah, a CPMF (que ainda existia) também não". E ela não acalmava, continuava gritando "esse banco está roubando o meu dinheiro, isso não é certo". Eu ofereci uma cadeira para ela se sentar, mas ela não aceitou, estava muito nervosa. Perguntou o que era crédito rotativo e eu disse "são os juros do cheque especial". Ela continuou gritando um monte de reclamações, disse que tinha um cunhando que trabalhava no Banco Central e que iria questionar aquilo tudo, porque não estava certo, que tinha débito DEMAIS naqueles extratos e que ela iria processar o banco. Eu ainda estava tranquila, mas estava achando muito esquisito ela continuar nervosa mesmo depois de eu explicar item por item, pacientemente. Normalmente os clientes ficam mais sossegados ao longo da conversa, mas ela estava atipicamente fora do controle e fazia questão de falar altíssimo para todos escutarem todas as queixas e reclamações que tinha. Quando eu já estava desistindo e pensando em sair daquele atendimento de vez, uma colega passou por perto e disse "ohhhh... eu acho que eu te conheço!". A minha colega olhou para a cliente e ela foi acalmando. Na hora eu pensei "puxa, gostei dessa técnica". E a colega continuou "Você não é a FULANA (e disse o nome dela)?". Ela respondeu "sim, sou eu". E a minha colega virou para mim e disse "Ana, você precisa ver, ela dá aula de Relaxamento Corporal (ou algo tipo yoga) aqui no Postinho de Saúde. É uma beleza". A cliente ficou INSTANTANEAMENTE EQUILIBRADA. Eu não acreditei. Fiquei surpresa, tive vontade de rir. Aproveitei que as duas começaram a conversar e saí discretamente.

De onde surgiu este blog

Sou formada em jornalismo, mas passei a maior parte da minha vida profissional em um banco, pelo menos até agora. A maior parte desse tempo eu passei atendendo ao público e, várias vezes me vi em atendimentos que pareciam uma cena de filme. Às vezes um filme de comédia, às vezes uma aventura, váaaaarios dramas, alguns dramas que pareciam comédia pastelão e por aí vai. Só não vou dizer que vivi cenas de filme de terror porque, graças, nunca me permiti viver uma cena amedrontadora no trabalho. Sempre procurei levar tudo no bom humor. De tanto contar alguns acontecimentos, surgiu a idéia de escrever um livro de crônicas bancárias, mas me pareceu mais simpático criar um blog, que é grátis e mais acessível.